
Primeira porta aberta
De uma forma natural, creio eu, nesta primeria anotação, inicio eu, portanto, a minha jornada sobre este campo digital que eu decidi criar para mim. Um campo escolhido simbólica e conscientemente, onde eu posso semear, cultivar e colher alguma experiência do poder "ir mais devagar", sem as correntes da internet atual. Estou convencido de que aqui vou acender uma luz sobre este campo a fim de ver algo a crescer: algo somente meu.
As minhas palavras.
Eu tenho uma meta simples: menos redes sociais (já não ando mais nessas calçadas há muito tempo), mais vida real. Esse lema é parte de uma atividade de estudo pessoal cotidiana.
Este blog (repito: campo digital) é o que tenho proposto a mim como "vida real".
Eu penso que a internet devia ser um território mais saudável (e vai ser difícil torná-la nem a médio nem a longo prazo).
A tentação da instantaneidade digital está sempre por perto, ao nosso lado, nas sombras, a nos gritar, como a cena trivial do anjo e do diabo em cima dos ombros (vide os buscadores com compulsão por visualizações e confessos aceitadores dos algoritmos das redes). Isso é muito sem sentido. Eu mesmo tenho vergonha alheia ao assistir a isso - creio que eu não estou só nisso. Ainda somos nós seres vivos sociais?
Mas, ao passo que um dia se finda e outro se inicia, eu afirmo me manter fiel a minha escolha, um compromisso, portanto, para comigo mesmo: "ir mais devagar".
P.S. Eu confesso que mantenho um perfil na rede social descentralizada Mastodon (a propósito, essa não tem nada a ver com as "big techs" ). Uma presença cotidiana, contudo, lá não mantenho tanto.


